O Capiau



A grande amizade e o amor pela viola caipira fez com que os irmãos: Marco Aurélio de Souza (Marquinho) e Lucas Renato de Souza (Lucão) junto com o primo Leandro Quintino, e os amigos Walter Silvério (Neto) e Wender Riogoni, procurassem um lugar para se reunir e ouvir modas de violas, o que até então era raro na cidade de Franca Interior de São Paulo.

Foi ai que surgiu a ideia de alugarem uma casa, uma pequena edícula de Três cômodos perto de uma universidade, assim surgia a Republica Morada do Capiau, onde a decoração já era temática caipira pra que mesmo dentro da cidade pudessem se sentir mais a vontade. No começo as reuniões eram poucas, só nos finais de semana, onde recebiam os amigos e familiares, até que um dia surge um sonho de receberem em casa umas das duplas que eles eram tanto fãs, Durval e Davi. E pra pagar o cachê da dupla convidaram os amigos e familiares, venderam mesas, e bebidas. O que eles não sabiam era que surgia ali o que hoje uma das maiores casa de musica caipira do Brasil.

Receberam também outras duplas como: João Mulato e Douradinho, Cacique e Pajé. Agora a casa já era frequentada pelos violeiros e apreciadores da viola, de toda a região, dentre eles artista de renome nacional, como: Rionegro e Solimões, Fatima Leão, Amarai, dentre outros, sendo assim surgiu os encontros de violeiros onde se apresentavam as duplas da região e é claro para um publico que era cada vez maior. Devido a diferença dos horários de trabalho de cada uma dos amigos, o único dia que conseguiam se reunir era nas segundas-feiras, e apelidaram aquela reunião de” Segunda Feliz”, os demais amigos iam chegando, trazendo mais pessoas que com o tempo não teve jeito, tiveram que abrir ao publico, que a cada segunda só aumentava mais. Agora a casa estava cada vez mais pequena, e já não suportava mais o sucesso da Segunda Feliz.

Foi quando surgiu a oportunidade de arrendar um sitio que estava abandonado, dentro do cidade, sem capital, porém com muito força de vontade, e ajuda dos amigos, os capiais foram a luta, trabalharam de sol a sol, no serviço braçal, por 3 meses, agora a segunda feliz era feita no terreiro da roça, e nem por isso deixou de ser sucesso, pelo contrario o sucesso só aumentava.

Até que no dia 8 de dezembro de 2012, com uma grande cavalgada e uma deliciosa queima do alho, foi inaugurada: o que hoje é a maior “Referencia da musica raiz”, de lá pra cá já se apresentaram na casa: Delley e Dorivan, Matão e Mathias, Rionegro e Solimões, Fatima Leão, Goiano e Paranaense, Cacique e Pajé, Zé Mulato e Cassiano, João Mulato e Douradinho, Lucas Reis e Thacio, Mococa e Paraiso, Belmonte e Amarai, Peão do Valle e Valentin, Divino e Donizete, Guilherme e Gustavo, Roberto Viola e João Carvalho, Lucas e Luan, dentre outros destacamos aqui, o memorável show da dupla Zeca e Léu, uma das ultimas apresentação da maior família que na musica sertaneja existiu.

A segunda feliz hoje é falada e comentada em todo território nacional, é uma verdadeira referencia, quem conhece a casa se admira pela simplicidade e autenticidade, e também pela humildade de seus donos. Foi assim que a amizade de cinco amigos, tornou em realidade o sonho deles e de muitos, que se empenham diariamente em defesa da pura e verdadeira musica sertaneja.